sexta-feira, 15 de abril de 2016

Membros da bancada governista da Bahia confirmam votos contrários ao GOLPE


Os 24 deputados federais da Bahia que integram a base do governo confirmaram, nesta quinta-feira, 14, em Brasília, que vão votar em bloco contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff no próximo domingo, 17.

A unidade da bancada baiana foi declarada durante um jantar com a presença do governador Rui Costa e do ministro-chefe do gabinete pessoal da presidência da República, Jaques Wagner.

O endereço para costurar o acordo não podia ser mais emblemático: o apartamento do deputado Ronaldo Carletto, localizado na Asa Sul da Capital, cujo partido, o PP, fechou questão esta semana pelo afastamento da presidente Dilma. Mas lá, estavam todos os pepistas: Carletto, Cacá Leão, Mário Negromonte Jr. e Roberto Brito.

No jantar, com cardápio à base de bode e carneiro, o governador , segundo revelou o deputado Luiz Caetano (PT), fez um apelo aos parlamentares em defesa do governo e da necessidade do país superar a crise.

Rui lembrou que os parlamentares baianos, que ajudaram a decidir o segundo turno da eleição da presidente em 2014, devem manter a unidade e votar contra a "tentativa de golpe".

O encontro não reuniu apenas os deputados da bancada federal. Também compareceram o vice-governador da Bahia, João Leão (PP), o secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes (PT), e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual, Marcelo Nilo, recém filiado ao PSL. "A Bahia vai garantir a maior bancada pró-Dilma na Cãmara", informolu Nilo.

O governador Rui Costa, que na terça-feira fez uma visita ao Senado, também convidou os senadores baianos para o jantar. Otto Alencar (PSD) e Walter Pinheiro (sem partido) tiveram compromisso na Bahia, nesta quinta.

Mas a senadora Lídice da Mata (PSB), que não vê no impeachment a saída para a crise política e econômica, ao contrário do seu partido, esteve presente.

"Tenho posição clara contra o impeachment", assinalou a senador, frisando que a expectativa dela é que o processo não chegue ao Senado. "Mas se chegar, vamos tentar votar unidos contra o impeachment".


UOL
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