quinta-feira, 28 de abril de 2016

Decretos suplementares de Anastasia (PSDB-MG) chegaram a 28% do orçamento de 2013


Relator da comissão do impeachment no Senado, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) enfrentou, quando governador de Minas Gerais, questionamentos sobre a edição de decretos de suplementação orçamentária supostamente sem aval do Legislativo. Esse tipo de autorização, que visa ampliar despesas, é uma das bases do pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

De 2010 a 2014, período em que o tucano comandou Minas, técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) apontaram impropriedades nos gastos.

O governo podia abrir créditos suplementares de até 10% do Orçamento --em 2011, excepcionalmente, houve uma ampliação para 18,5%.

Contudo, alguns tipos de despesas não eram consideradas pelo governo na composição desse limite, especialmente as obrigatórias, como os gastos com pessoal e encargos sociais. Quando levados em conta os itens excluídos da conta, a suplementação extrapolava o máximo permitido.

Para os técnicos do TCE, a exclusão de parte das despesas afronta dispositivos das constituições do Brasil e de Minas, além da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Diante disso, embora a corte estadual tenha dado parecer pela aprovação das contas de Anastasia em todos os anos de sua gestão, houve recomendação para que o governo estabelecesse um limite próximo do real, que comportasse todas as suplementações feitas num exercício. A sugestão não foi acolhida.

Os créditos aprovados de 2010 a 2013 foram de quase R$ 70 bilhões. Em 2013, por exemplo, consideradas todas as despesas autorizadas, as suplementações corresponderam a 28% do Orçamento.

UOL
Decretos suplementares de Anastasia (PSDB-MG) chegaram a 28% do orçamento de 2013
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Oleh