quinta-feira, 19 de maio de 2016

AGORA VAI - Geisy Arruda se coloca à disposição de Temer para a Secretaria da Cultura


Bárbara Vieira - Geisy Arruda tem uma série de propostas e se oferece para assumir a pasta da Cultura no governo do presidente interino Michel Temer. "Eu seria secretária da Cultura e tenho minhas propostas, já que ninguém quer, eu assumiria sim!", disse ela. Transformada em uma secretaria agora integrada ao Ministério da Educação, a Cultura levou vários "nãos" antes de Marcelo Calero topar o desafio: convidadas, a cantora Daniela Mercury recusou convite, assim como Bruna Lombardi.

Segundo Geisy, em sua gestão, as mulheres, a classe C e a comunidade LGBT seriam prioridades, mas toda a população seria beneficiada com ampla oferta cultural de shows, teatro e livros. "Minha primeira promessa de campanha seriam shows de graça para a classe C. A gente já sofre demais e quer se divertir de vez em quando. Queremos Beyoncé, Inês Brasil e Joelma no mesmo palco já!", diz Geisy.

A loira vai mais longe e gostaria de interferir em aspectos culturais ao assumir a pasta da Cultura do Brasil. "Mulheres não podem ser obrigadas a se depilar e a usar absorvente se não quiserem. Viva a liberdade!" A secretaria de Geisy também teria medidas sócio educativas para os homens. "No Metrô, implementaria o uso de cintos de castidade com carga elétrica por parte das mulheres. Encouxou a mulher, cortou o piu-piu. Seria uma medida paliativa até eles aprenderem a se comportar, é uma medida educativa mesmo", explica ela.

Geisy também é contra a gordofobia. "Roupas no Brás e na José Paulino (centros de comércio popular em São Paulo) têm de ter tamanhos P, M, G e GG, tem de ter tamanho para todas, vamos parar de economizar pano?"

Apoio para a comunidade LGBT

A bandeira LGBT seria levantada pro Geisy na luta contra o preconeceito. "Eu liberaria verba para teatro, musicais e palestras para o povo LGBT brilhar e assim a população parar com a ignorância do preconceito. Todo mundo tem que ter os mesmos direitos. 'Viva as bi!' seria nosso grito de guerra", empolga-se ela.

Além disso, Geisy investiria na causa contra o preconceito racial. "Eu investiria dinheiro em palestras explicativas e sobre discriminação racial tendo como embaixadoras atrizes negras que já sofreram preconceito, como a Thais Araujo, a Cris Viana e a jornalista Maju Coutinho."

'Adiaria as Olimpíadas'

Geisy é contra as Olimpíadas acontecerem este ano no Rio de Janeiro. "Eu adiaria as Olimpíadas. O país em crise e o povo pulando vara? Venderia as obras superfaturadas e caras já feitas ou alugaria. E também tem de parar de fretar avião para buscar a tocha olímpica. Vamos usar o Sedex? A tocha não precisa fazer turismo na cidade, ela não é gente. É caro, é cafona e é esquisito um monte de gente atrás de uma tocha..."

Geisy também gostaria de chegar ao público infantil se comandasse a pasta. "Quero implementar aulas de etiqueta e bons modos para as crianças na escola. Criança educada não faz besteira quando cresce", opina. "Os livros seriam distribuídos gratuitamente nas escolas para todo mundo. Livros de graça para o povo, caderno, material escolar, para todo mundo que quisesse estudar."

Ego
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Oleh