segunda-feira, 2 de maio de 2016

Contrário ao GOLPE, Collor sugere o parlamentarismo como "remédio"


Meu temor é que o impeachment, como ferramenta constitucional, vire uma medicação irritativa e recorrente para governo incompetente, desprovido de programa ou sustentação no parlamento. 

Em princípio, não se deve afastar um presidente pelo conjunto de sua obra incapaz. No presidencialismo, a incúria tem data determinada. Melhor seria a responsabilidade com a incerteza do prazo, como proporciona o sistema parlamentar de governo. 

E aqui copio a medida provisória e o governo de coalizão sujeitos à maioria parlamentar; os chefes da Casa Civil operando como primeiro-ministro e os parlamentares integrando o ministério como num gabinete governamental. 

O fato é que já existe uma imitação mal feita de semipresidencialismo, sem os princípios e ferramentas exigidos pelo modelo parlamentar no sistema político. 

Se o objetivo é tornar impeachment voto de desconfiança, então que se imponha a reforma política para instituir de vez o parlamentarismo.

Fernando Collor de Melo
Contrário ao GOLPE, Collor sugere o parlamentarismo como "remédio"
4 / 5
Oleh