sexta-feira, 3 de junho de 2016

DILMA GUERREIRA: "Eu não vou me calar"


Horas depois de ter sido alvo da
denúncia mais mirabolante já feita pela imprensa durante o movimento que luta por seu afastamento, a presidente Dilma Rousseff afirmou durante discurso em Porto Alegre nesta sexta-feira 3 que irá combater todas as "mentiras" e "falsidades" que fizerem contra ela.

"O Globo monta uma estratégia para atingir a minha imagem. Mais uma. Dizendo que o dinheiro da Petrobras, especificamente da refinaria de Pasadena, pagou as contas do meu cabeleireiro. E que custam 5 mil reais", disse a presidente, explicando que contratou Celso Kamura em 2010 pela primeira vez, para a eleição presidencial, gostou do serviço e o contratou de novo em 2014.

"Qual é a vantagem? Eu tenho os comprovantes. Mas o mais interessante não é isso. Parece que eles ligam o cabelo com Pasadena. Pasadena foi em 2006, eu sequer conhecia o Kamura", explicou. Mais cedo,
a presidente anunciou, em nota, que entrará com uma ação judicial contra o Globo e o jornalista Merval Pereira, que assina o texto.

"Eu não vou deixar de combater cada uma das falsidades, das mentiras que usarem contra mim. Eu não vou me calar", assegurou. "Temos a certeza de que eles vão tentar de qualquer jeito me incriminar. Vai ser difícil".

A presidente foi fortemente aplaudida no lançamento do livro "A resistência ao golpe de 2016", que ocorreu no auditório da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul com a presença de vários parlamentares gaúchos.

Sobre o processo de impeachment, Dilma acusou: "Nós estamos sendo cerceados no nosso direito de defesa. Ser democrático é garantir o direito de defesa. Se eles são incapazes de garantir o direito de defesa, eles não são democratas, são golpistas". Classificou ainda o processo como "ridículo", "farsesco" e "uma arma política" utilizada para lhe afastar da presidência.

Brasil 24/7
DILMA GUERREIRA: "Eu não vou me calar"
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Oleh