quarta-feira, 22 de junho de 2016

NÃO PODE SER! Presidente da CPI da Merenda é tucano


O deputado estadual Marcos Zerbini (PSDB) foi eleito presidente da CPI da Merenda na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), nesta quarta-feira (22), sob protesto de manifestantes estudantis. Foi a primeira sessão da CPI da Merenda.

Após a eleição, Zerbini encerrou a sessão sem que fosse definido o relator da CPI. Os parlamentares devem voltar a se reunir na próxima semana.

Integrantes da oposição, PT e PSOL reclamam mais espaço na comissão, que tem nove membros, dos quais apenas um de oposição. O PT e o PSOL apresentaram 29 requerimentos que devem ser votados na próxima reunião da comissão.

Houve confusão quando o presidente da CPI propôs a realização de uma reunião reservada para discutir o andamento da comissão. "Essa presidência não quer usar de autoridade. A única questão de uma reunião fechada seria para organizar um cronograma de trabalho", disse Zerbini.

O presidente da CPI disse que o relator deverá ser definido na próxima terça-feira (28). Após isso deverá haver a análise de requerimentos. Ele deve propor que a CPI continue trabalhando durante o recesso parlamentar de julho.

"A ideia é que o relator não seja do PSDB. Vamos ver quais são os deputados que se candidatam", afirmou.

Zerbini disse que defendeu a reunião fechada para poupar tempo. "A reunião não é fechada, é reservada. A imprensa pode participar, as assessorias podem participar. Só não é aberta ao público, para organizar cronograma. Precisa ver em bloco os requerimentos. Seria muito mais produtivo. Não temos nada a esconder. O problema de ser aberto é isso: o pessoal começa a gritar palavras de ordem e o trabalho não caminha."

A bancada do PT apresentou mais de 20 requerimentos, entre os quais, o que prevê depoimento do presidente da Assembleia, Fernando Capez (PSDB) seja ouvido. Os requerimentos deverão ser apreciados após a indicação do relator, na próxima semana.

O presidente da CPI considera que deve ouvir primeiro o delegado e o promotor público que cuidam do caso, ouvir as pessoas que fizeram as acusações e depois ver quem precisa ser chamado para explicar. "É estranho chamar alguém que é acusado sem ter as acusações primeiro."

O deputado Alencar Santana Braga (PT), único integrante da oposição na CPI disse que vai recorrer à Justiça para ampliar o número de participantes da oposição na comissão. "Vamos à Justiça para que a gente tenha uma segunda vaga na composição da CPI", disse.

Braga se candidatou a relator da CPI e disse esperar que Zerbini faça o gesto de indicá-lo para compensar a oposição.

O deputado Carlos Giannazi (PSOL) disse que a formação da CPI "é esdrúxula" e se não houver fiscalização "vai acabar em uma grande pizza."

Giannazi também disse que vai buscar na Justiça a ampliação do número de pessoas na CPI, de nove para 15 membros. Também vai pedir ao presidente da Assembleia, Fernando Capez, que lidere um entendimento para que o número de integrantes na CPI seja ampliado.

O procurador jurídico da Coaf, William Rafael Gimenez, que acompanhou a sessão da CPI, disse que a cooperativa, investigada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, é a grande vítima do esquema investigado.

"O criminoso era a antiga diretoria que a compunha. Isso se há um criminoso. Na verdade ainda estamos em uma fase de investigação. Podemos dizer que há uma nova Coaf."

O advogado disse que a cooperativa tem direito ao ressarcimento pelo prejuizo de R$ 39 milhões e isso deve ser cobrado dos eventuais responsáveis pelo desvio após o fim do processo criminal.

Ele defende a tese de que a cooperativa diverge dos membros que a compõem, e que possivelmente tenham cometido crimes.

De acordo com ele, "a Coaf está de pé e permanecerá de pé."

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Oleh