segunda-feira, 6 de junho de 2016

Você pode participar da sabatina do novo presidente do Banco Central enviando perguntas. Veja como


Nessa terça feira, dia 07 de junho o nome de Ilan GoldFajn será sabatinado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) para que possa ocupar o cargo de Presidente do Banco Central.

Vale ressaltar que esse senhor era, ate a última terça-feira, sócio no Banco Itaú-Unibanco e entra no governo com a missão de recuperar nossa credibilidade, sendo um dos responsáveis pela politica neoliberal que pretendem instalar. Fazem parte desse plano a venda de ativos de Bancos Públicos como a Caixa e o Banco do Brasil.

Vamos mostrar que somos contra a indicação de 
GoldFajn para ao BC, não por não ser um "nome técnico", mas porquê não podemos aceitar um banqueiro para gerir uma instituição publico e que tem como função assegurar a venda de ativos de bancos públicos e ser um alivio para os empresários e as classes abastadas, contribuindo para que os pobres "paguem o pato"

Para participar dessa sabatina basta fazer seu cadastro no portal "E-cidadania" e selecionar a reunião da CAE, dentro do espaço da reunião pode-se enviar perguntas e comentários.

Vamos usar esse espaço e dizer que SOMOS CONTRA UM BANQUEIRO NO BANCO CENTRAL.

Quem é Ilan Goldfajn, novo presidente do Banco Central? 

Um economista de perfil técnico, com trabalhos e publicações sobre metas de inflação e dívida pública que ajudaram a angariar reconhecimento junto a colegas de mercado e da academia. Assim é definido Ilan Goldfajn, anunciado como presidente do Banco Central (BC) no governo de Michel Temer. Atual economista-chefe e sócio do banco Itaú, Goldfajn assumirá o BC em um momento delicado: a instituição enfrenta uma crise de credibilidade por supostos excessos de ingerência política e a alta de preços insinua estourar a meta oficial pelo segundo ano consecutivo.

— É um nome que tem capacidade técnica já comprovada, e trará ao BC uma experiência fundamental para a economia neste momento — avalia o ex-diretor do BC Carlos Thadeu de Freitas, atual economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio. Goldfajn é nome indicado por Henrique Meirelles, que assumiu o Ministério da Fazenda, e com quem já trabalhou no Banco Central.

Exerceu o cargo de diretor de Política Econômica da instituição de 2000 a 2003, e fez parte da equipe de transição do comando de Arminio Fraga para Meirelles no início do governo Lula. No período que esteve no cargo, a taxa básica de juro (Selic) passou de 19% para 25,5% 

— É um nome de personalidade. Diferentemente de Tombini, que era totalmente submisso ao governo, o Ilan tem compromisso claro com a estabilidade da moeda. É o nome adequado para trazer a inflação para o centro da meta — avalia um funcionário de carreira do BC que trabalhou com Ilan uma década atrás. 

Fluminense, formado pela PUC-Rio, um dos principais centros de formação liberal no país, e com doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), Ilan tem um livro publicado sobre metas de inflação e foi autor de estudo premiado sobre impactos da dívida pública. 

O perfil moderado seria justamente uma das razões para sua indicação - seu currículo sugere uma postura pouco permissiva com a inflação, mas também sensível ao efeito que o juro pode trazer no crescimento da economia. Com passagem pelo FMI no final da década de 1990, Goldfajn foi também um dos fundadores da Gávea, uma das mais conhecidos empresa de investimentos no país. Essa proximidade com o mercado deve ser ponto importante para a condução da instituição monetária, avalia Alexandre Wolwacz, sócio fundador do Grupo L&S. 

— É um homem que entende as vantagens de trabalhar com um mercado mais livre, que tem o entendimento macroeconômico de como deve ser a política de juros e câmbio na atual conjuntura econômica. 

Questionamentos para utilizarmos no portal "E-cidadania"

1 - Senhor Goldfajn, o senhor em um artigo para o jornal O Globo, na data de 05/03/2013, chamado “Combater a Inflação, mexer no emprego” disse que “ É necessário produzir a um custo menor (mais produtividade) para crescer sem pressionar a inflação. Nesse caso, estímulos ao consumo não resolvem, podem até exacerbar o problema, pois distanciam a demanda do que pode ser ofertado sem inflação crescente. Muitas vezes as soluções parecem caminhar na direção correta, mas podem não resolver o problema. Por exemplo, a desoneração de impostos na economia é um objetivo nobre a perseguir. Afinal, a alta e complexa carga tributária da economia brasileira é um gargalo ao crescimento. No curto prazo, os subsídios e corte de impostos de fato podem reduzir os preços e ajudar a combater a inflação. Mas, ao longo do tempo, se as desonerações e os menores preços estimularem ainda mais o consumo, sem correspondente aumento da oferta, o problema inflacionário persistirá. Com isso o senhor pode me dizer que seria um erro o governo federal não frear as desonerações como fez com o subsídio, visto que não tem uma grande demanda por consumo? 

2 - Quando o Ministro da Fazenda o indicou para ser sabatinado para o pretendido cargo ele disse “ "Também será proposta a autonomia técnica decisória do Banco Central”, gostaria de saber o que senhor acha disso? E se essa autônima já não existe visto que as ações feitas pelo BC são feitas com bases em laudos e estudos que devem ser avaliadas pelo presidente do BC. 

3 - Sua gestão ela poderá ser definida sendo mais técnica ou politica? Se precisar de fazer negociação política, o senhor fará pessoalmente ou deixara Planalto negociar por você? 

4 - Creio que o Senhor está ciente que o Michel Temer quer reaver 100 Bilhões, que o governo cedeu ao BNDES para que pudesse realizar operações de credito para empresas com esse dinheiro, esse dinheiro retornaria ao longo dos anos para o tesouro que hoje só lucra com os juros sob esse valor. Pois bem, é público e notário que o governo quer fazer um programa de privatizações, retirar esse valor do BNDES não pode assustar o mercado privado? Visto que a qualquer momento o governo pode tirar seu aporte financeiro da CEF e do Banco do Brasil 

5 - Como será seu relacionamento com a Presidente do BNDES? Pois é público que governo quer um programa de revitalização da infraestrutura, isso demanda de empréstimos que em si tão ligados a juros, que são definidos pelo BC. Qual sua posição sob isso? 

6 - Senhor acaba de sair do Itaú Unibanco, onde era economista chefe, e nesse Banco até vale destacar o senhor era acionista. Senhor não considera que devia haver um período de quarentena para sua entrada no Banco Central? Visto que sua recém-saída do mundo privado, para o público pode significar uma alta no valor do Itaú e até pode gerar uma manipulação no mercado financeiro. 

7 - Senhor está ciente que esse governo é provisório, e que pode ou não chegar ao seu fim, no prazo máximo de 180 dias, você considera que isso obriga o BC a mostrar resultados rápidos? E que sua atuação para que isso ocorra será mais técnica ou política? 

8 - Senhor tem algum receio da comunidade internacional não reconhecer o governo Michel Temer e quebrar vinculo comercial com o Brasil? 

9 - Senhor viu que o dólar está oscilando entre 3,50 a 4,50 reis, senhor considera que já está precificado esse intervalo? E se não é possível abaixar ele para que patamar? 

10 - Senhor sabe que nosso país é um grande exportador agrícola e bovino, o senhor não considera que devíamos através de um programa de infraestrutura logística e de subsídios modestos, estimular a venda desses produtos para o exterior? Pois a entrada de Dólar no Brasil, faria uma desvalorização da moeda frente ao nosso real. 

11 - Senhor Goldfajn gostaria de saber o que senhor achou da medida de teto da dívida pública? Pois ela só pode crescer de um ano para outro no valor da inflação do ano passado, isso não faz que nosso orçamento fique com investimentos menores ano após ano, pois desconsidera que alguns produtos subam de valor acima da inflação? 

12 - Gostaria de saber, Senhor Goldfajn, sobre os mínimos constitucionais, pois o Vice Michel Temer diz que esses valores que são definidos pela nossa carta magna, eles “ engessam” o orçamento público, porém é público que saúde e educação é o mínimo que o estado deve prover, senhor considera que “engessa” mesmo o orçamento e se sim, acha saudável acabar com eles? 

13 - Senhor Goldfajn, o Vice-Presidente estimula que nos últimos anos não houve um controle fiscal e que o Brasil perdeu seu rumo do que podia gastar e arrecadar, porém o Vice-Presidente, era Vice e sócio na crise, senhor tem certeza que o mercado espera que ele traga essa “ salvação econômica”? 

14 - Senhor Goldfajn, vossa excelência deve ter visto que o governo fala em um imposto provisório queria saber o que senhor acha da tributação de lucros e dividendos, pois muitos “ ricos” não tem bens em seu nome e sim em sua empresa, visto que podem pagar suas contas diárias pelo Pro- Labore, senhor acha que seria uma boa saída para a crise? 

15 - Senhor não considera que podemos reduzir a inflação por um estimulo saudável no consumo e na produção, baseado nas camadas mais pobres da sociedade, dando um subsidio modesto de 2 a 2,5%sobre preço de itens da cesta básica?

Éwerton Ferreira Guimarães
Você pode participar da sabatina do novo presidente do Banco Central enviando perguntas. Veja como
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