terça-feira, 5 de julho de 2016

Funcionários do PROCOM-SP fazem greve e denunciam uso de cargos por Geraldo Alckmin (PSDB)


Jornalistas Livres: Desde o dia 8 de junho os funcionários da Fundação Procon do Estado de São Paulo estão em greve. O estopim foi a falta de pagamento do reajuste de 2015, referente aos repasses do ano anterior. Os funcionários pedem reposição salarial de 10,03%, baseados em dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). O governo estadual não negocia nada além de 5,22%. A insatisfação dos funcionários, no entanto, vem de longe.

De acordo com os trabalhadores, desde a reeleição de Geraldo Alckmin o órgão entrou na lista de entidades para a troca de apoio político. O atual diretor executivo, Paulo Miguel, é ligado ao PTB assim como sua antecessora, Ivete Maria Ribeiro. O diretor anterior a ela, Alexandre Modonezi foi indicado ao cargo pelo PRB. “Antes, existia corpo técnico de carreira e o Procon participava da Câmara Comercial. Isso foi abandonado. Não tem mais discussão”, afirma Manuel Amaral da Silva, o presidente da Associação dos Funcionários do Procon (AFProcon), há 9 anos no órgão público.

Silva diz que o Procon só admitiu oficialmente a existência da greve no último sábado, por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial. Para o governo, até então, o funcionamento era normal e até algumas matérias em telejornais apresentaram ações antigas da Fundação, como se tudo estivesse nos eixos. Começa uma luta de fôlego.

A expectativa dos funcionários é que o impasse com o governo não termine tão cedo. Além do reajuste, há outros 20 itens reivindicatórios dos funcionários do Procon. “A política de negociação do governo parece ser a de levar o caso à justiça e ir recorrendo”, afirma Silva. Assim aconteceu no recente movimento de funcionários da Fundação CASA, em maio, quando coincidentemente o governo ofereceu os mesmo 5,22% de reajuste. O TRT considerou o movimento legal e aprovou, depois de 17 dias de paralisação, 11,7% e mais outro benefícios reivindicados. Mas a Fundação CASA entrou com recurso e pediu efeito suspensivo da decisão do TRT.

A AFProcon realizou hoje passeata das escadarias do Teatro Municipal de São Paulo até o Poupa Tempo da Sé. Na última sexta-feira já houve uma manifestação durante a visita do Governador Geraldo Alckmin ao Bom Prato do Morro do São Bento, em Santos, como pressão para que suas reivindicações sejam ouvidas (veja fotos)
Segundo Amaral da Silva, os Procons de São Paulo e de 7 regionais aderiram ao movimento - exceção de Bauru. Santos e Ribeirão Preto estão totalmente paradas. A capital tem 80% de adesão, com paralisação inclusive no Poupa Tempo. É importante diferenciar o trabalho feito pelos Procons Municipais, que estão atendendo reclamações. Os serviços paralisados são os de fiscalização, autuação, pesquisas, entre outros.
Funcionários do PROCOM-SP fazem greve e denunciam uso de cargos por Geraldo Alckmin (PSDB)
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Oleh