sexta-feira, 8 de julho de 2016

Rogério Rosso, presidente da comissão do GOLPE e amigo de Cunha, é o favorito à sucessão


Os líderes partidários articulam eleger o sucessor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no comando da Câmara em votação na próxima terça-feira (12), ao contrário da previsão do presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que chegou a marcar sessão para dois dias depois.

Pelo menos 12 nomes circulam como candidatos, cinco com mais força: Rogério Rosso (PSD-DF), Osmar Serraglio (PMDB-PR), Baleia Rossi (PMDB-SP), Fernando Giacobo (PR-PR) e Beto Mansur (PRB-SP).

Até a noite desta quinta, Rosso despontava como favorito, por ter o apoio de Cunha, do chamado "centrão" (grupo de deputados de PP, PR, PTB, PSD e PRB), e a simpatia do Palácio do Planalto.

O escolhido vai dirigir a Câmara durante um "mandato-tampão", até 1° de fevereiro do ano que vem, sem possibilidade de reeleição.

Conforme o entendimento da Secretaria-Geral da Mesa, o novo presidente pode ser eleito na sessão convocada pelos líderes na terça-feira, o que prejudicaria a votação agendada dois dias depois por Maranhão.

Serraglio e Baleia têm força por serem do PMDB, maior bancada da Casa, mas eles estariam dispostos a abrir mão de disputar um mandato-tampão em troca de uma candidatura em fevereiro de 2017.

O governo do presidente interino, Michel Temer (PMDB), também toparia essa estratégia para garantir o apoio do "centrão" a pautas importantes no segundo semestre. É diante deste cenário que o nome de Rogério Rosso, que já foi governador interino do Distrito Federal, larga na frente.

Em entrevista à imprensa horas depois da renúncia de Cunha, Rosso, que presidiu a comissão do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, adotou discurso de que não é candidato, embora, nos bastidores, poucos duvidem disso.

Falou na necessidade de um "candidato de consenso" na base de Temer e defendeu que as eleições deveriam ocorrer o mais rápido possível para "evitar um racha na base aliada".

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